INQUIETUDE
Tem uma característica no meu trabalho que às vezes me parece um defeito.
O problema é que, sem ela, eu não sou.
Eu nunca defini um nicho de mercado ou escolhi uma estética pra chamar de minha e repetir até ser reconhecido por ela. Já fotografei fachadas, campanhas com modelo sorrindo e fundo recortado, garrafas de cerveja, retratos de artistas, paralelamente a tudo isso, minhas buscas autorais. Também por necessidade, mas acima de tudo, por sentir vontade de transitar por lugares desconhecidos e experimentar caminhos novos. Gosto de inventar.
Isso já foi objeto de angústia e autoquestionamento, mas toda vez que tentei focar em algo mais específico e me colocar um rótulo para o bem do negócio, fui cobrado internamente por tentar silenciar minha inquietação.
E hoje, 20 anos depois de ter começado a fotografar e 10 anos depois de assumir isso como profissão, vejo com mais clareza que a diversidade do meu trabalho nunca foi falta de identidade. Sempre foi consequência dela.
Independentemente do que estou fotografando, tem uma pergunta que nunca muda: como fazer aquilo que está diante da câmera não apenas aparecer na fotografia, mas existir nela?
O problema é que, sem ela, eu não sou.
Eu nunca defini um nicho de mercado ou escolhi uma estética pra chamar de minha e repetir até ser reconhecido por ela. Já fotografei fachadas, campanhas com modelo sorrindo e fundo recortado, garrafas de cerveja, retratos de artistas, paralelamente a tudo isso, minhas buscas autorais. Também por necessidade, mas acima de tudo, por sentir vontade de transitar por lugares desconhecidos e experimentar caminhos novos. Gosto de inventar.
Isso já foi objeto de angústia e autoquestionamento, mas toda vez que tentei focar em algo mais específico e me colocar um rótulo para o bem do negócio, fui cobrado internamente por tentar silenciar minha inquietação.
E hoje, 20 anos depois de ter começado a fotografar e 10 anos depois de assumir isso como profissão, vejo com mais clareza que a diversidade do meu trabalho nunca foi falta de identidade. Sempre foi consequência dela.
Independentemente do que estou fotografando, tem uma pergunta que nunca muda: como fazer aquilo que está diante da câmera não apenas aparecer na fotografia, mas existir nela?
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